Matatus: muito mais do que apenas um meio de transporte
Para qualquer gestor de frota que tenha ponderado a forma como a marca pode tornar a sua oferta mais atraente para os clientes, Nairobi tem a resposta, seja ousado.

Matatus, os autocarros/carrinhas de transporte público são icónicos, nas movimentadas ruas da capital do Quénia. Artistas de graffiti competem para tornar cada matatu melhor que o próximo, com projetos personalizados cobertos em cores chamativas. Quanto mais brilhante e efervescente o matatu, mais passageiros atrai. Os matatus têm sido uma cultura única que mostra o melhor da criativadade local.Os matatus encontram-se sempre bem conservados, limpos e cheirosos. Tornando a viagem num agradável tempo fora da movimentada cidade. E tão crucial quanto o graffiti, o matatu é rápido, os motoristas sabem como manobrar através de engarrafamentos durante as horas de ponta, bem como conhecem todos os atalhos, para onde quer que se dirija.
Para complementar a nossa visão, os interiores dos matatus são sempre artísticos e estimulantes. Projetado para o máximo conforto, alguns até possuem sistemas de som personalizados, instalados sob os assentos. Outros têm ecrãs de plasma para que os clientes possam desfrutar de vídeos musicais, notícias e telenovelas. O matatus mais comum tem instalado um pequeno ecrã na parte de trás de cada assento, para oferecer a cada passageiro o seu próprio entretenimento na viagem. Matatus tem wi-fi gratuito para atrair jovens experientes em tecnologias, que desejam navegar na intrnet ou conversar com os seus amigos. Bem como pessoas de negócios que precisam de ficar constantemente ligados ao escritório e aos clientes.
Um matatu é muito mais do que apenas um modo de transporte e antes de chegar à estrada, são necessários meses de preparação cuidada. Tudo começa com a construção mecânica, a partir de um chassis do novo autocarro. Em seguida, soldam os esqueletos e anexam os painíes para criar uma tela para os artistas colocarem a sua criatividade no trabalho. Todo este processo emprega muitos trabalhadores e artistas de graffiti, a maioria dos quais ainda jovens.
Um matatu personalizado pode custar mais de 2 milhões de Xelins ($20,000). Apesar do pesado custo, é facilmente recuperado uma vez que o matatu começa, inicia a recolha de passageiros. As pessoas pagam mais num matatu personalizado coberto de graffitis, do que pagarão para montar um matatu que parece normal ou não consegue capturar a sua imaginação.
Há alguns anos atrás, a National Transport and Safety Authority (NTSA) proibui ecrãs, música e graffitis nos matatus. Durane a proibiçãi, todos os matatus deveriam ser brancos com uma faixa amarela. De acordo com a NTSA, a proibição pretendia promover a Segurança e manter os para-brisas livres de graffitis.
A proibição foi levantada em 2015 pelo Presidente Uhuru Kenyatta, que viu os graffitis como inovadores e uma fonte de sustento para milhares de jovens.
O matatu passou desde então a ser uma fonte de orgulho para os Quenianos. Provando essa criatividade arrojada e bons negócios, podem viajar felizes em conjunto.
Referências:
1. Africa.com, How Graffiti Artists Are Driving The Matatu Industry In Nairobi
2. Solutions4Africa, Kenya’s Resilient Matatu Minibuses Gain Status As Public Transport Bans Loom
- Matatu
- public transport
- National Transport and Safety Authority
- Fleet management